‘Pix Sujo’: Câmara de Sidrolândia afasta três vereadores por seis meses
Gecoc revelou esquema que desviou R$ 18 milhões do hospital municipal, 'distribuindo' propinas em Pix
Três vereadores investigados pelo Gaeco por envolvimento em esquema que desviou R$ 18 milhões do Hospital Municipal de Sidrolândia Elmíria Silvério Barbosa, foram oficialmente afastados dos cargos.
Conforme publicado no Diário Oficial do município desta sexta-feira (9), ficam afastados por seis meses os vereadores Cledinaldo Cotócio (PSDB), Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD).
Nesse período, eles não irão receber salários ou ter direito a verbas de gabinete, por exemplo. O presidente da Câmara, Otacir Figueiredo não disse à reportagem se irá convocar os suplentes para o cargo.
A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, também determinou o afastamento de dois secretários municipais. As medidas foram oficializadas no diário do município de quinta-feira (8). São eles: Enelvo Júnior (Desenvolvimento Econômico) e Cleyton Teixeira (Agricultura).
O Prefeito Rodrigo Basso não atendeu às tentativas de contato da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.
Dirty Pix prende três em Sidrolândia
O Gaeco e o Gecoc prenderam na quarta-feira (7) o diretor-presidente do hospital, Jacob Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.
As investigações revelaram supostos desvios de R$ 18 milhões na Saúde de verbas públicas destinadas à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e de UTI (unidade de terapia intensiva) móvel, bem como à execução de obras de reforma do hospital.
Ainda, as equipes cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Um deles é no escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, gestora de contrato do hospital.
O Gecoc apurou que os recursos desviados eram distribuídos em movimentações financeiras para agentes públicos e intermediários. O grupo também agia para tentar obstruir as investigações em curso.
À reportagem, o advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Jacob, declarou que seu cliente está “à disposição para colaborar com o que for necessário”.
O advogado Higor Carvalho Florêncio, que representa Júlio César, limitou-se a dizer que o processo tramita em sigilo, por isso não pode dar informações, e que ainda não teve acesso aos autos da nova fase, os quais culminaram na prisão de seu cliente.
O Jornal Midiamax também buscou posicionamento da Polícia Civil e aguarda retorno.



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