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Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Bolsonaro sobre 2º turno

Presidente do TSE convocou equipes dos presidenciáveis na disputa para discutir condutas no pleito. Conduta de Nunes Marques tem sido alvo de críticas das duas campanhas.

Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Bolsonaro sobre 2º turno
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o 2º turno — Foto: Diego Herculano/Reuters e Adriano Machado/Reuters

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, se reúne nesta terça-feira (13) com os coordenadores de campanha dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições para a Presidência.

A ideia do encontro é discutir as condutas no segundo turno. Nas últimas semanas, campanhas dos presidenciáveis têm gerado uma disputa de liminares no TSE.

O episódio mais recente foi o impasse gerado pelo canal "Exército do Lula" no WhatsApp, que chegou a ser suspenso, e horas depois, restabelecido (relembre mais abaixo).

Neste caso, a palavra final será do plenário. Porém, tanto Lula quanto Bolsonaro reclamaram as decisões do TSE no caso.

Lula questionou a conduta do presidente da Corte Eleitoral nessa segunda (12), e disse que o TSE não pode ter "lado na política". Também afirmou que alguns ministros estão "extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível. Já foi denunciado".

A campanha de Flávio, por sua vez, divulgou uma nota em que afirma que o canal de WhatsApp ligado ao petista utiliza estratégias de apagamento sistemático de mensagens e uso de links para burlar o controle da Justiça Eleitoral, e prometeu enviar um novo relatório de provas.

'Exército do Lula' no WhatsApp

Nessa segunda-feira (12), a equipe técnica do TSE afirmou, em análise produzida a pedido do presidente da Corte, Nunes Marques, que não encontrou as notícias falsas denunciadas pela campanha de Flávio Bolsonaro contra o senador no canal "Exército do Lula", criado para mobilizar eleitores do candidato à releeição nas redes sociais.

"Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos", diz o relatório.

O documento foi produzido após um impasse envolvendo o canal na Corte. No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do canal, após um pedido da campanha de Flávio que alegou que o canal era usado para disseminar fake news contra o adversário de Lula nas urnas.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem do presidente da Corte, Nunes Marques, e reabilitou o funcionamento do canal de WhatsApp. A nova decisão é preliminar e deverá ser discutida pelo plenário do TSE.

Ricardo Villas Bôas Cueva determinou a suspensão da decisão porque o caso estava sob relatoria dele. O corregedor, no entanto, proibiu a divulgação de conteúdos falsos que já tenham sido analisados pelo tribunal. Em caso de descumprimento, o canal poderá ser suspenso novamente.

Ele também determinou que o caso seja discutido em plenário, antes de uma determinação definitiva sobre o canal.

 

 

BATANEWS/G1

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