Vorcaro financiou rede de prostituição com recrutamento de refugiadas, diz coluna
O banqueiro era responsável pela organização de esquema com ucranianas, venezuelanas, russas, entre outras nacionalidades
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado uma rede internacional de prostituição a partir de 2023. A colunista do Uol, Natália Portinari publicou as informações nesta terça-feira (13).
Segundo a reportagem, o ex-dono do Banco Master participou da seleção de mulheres para festa privadas com autoridades e amigos. Vorcaro teria investido pelo menos R$ 4,3 milhões.
O negócio envolvia intermediários e uma agência de modelos em São Paulo. Além de indicar possível recrutamento de estrangerias, incluindo refugiadas ucranianas. A PF (Polícia Federal) investiga crimes relacionados à exploração sexual e ao tráfico de pessoas.
As conversas divulgadas pelo Uol, também mencionam russas, venezuelanas, argentinas e polonesas. O banqueiro não seria apenas consumidor, mas também organizador e investidor do esquema.
A prostituição não é crime no Brasil, mas sim o ato de lucrar em cima de terceiros, a chamada cafetinagem. As mensagens apontam que esse seria o caso de Vorcaro.
Além do investigado pela Operação Comliance Zero, os principais suspeitos são o dono de uma empresa de eventos, Leonardo Serrano e o promotor de eventos em São Paulo, Diogo Batista.
Os diálogos entre Vorcaro e Diogo Batista mostram eles se referindo as mulheres como “escravas” e “kengas”. Segundo o Uol, outras frases enviadas são: “Escravinha doutrinada”, “Vou já escravizar ela pra hoje e fazer trabalhar pra gente aí”, “Escravas. Se quiser levo 2 do Rio”, “Passa a pikinha em geral surubinha. Tinha que ter levado umas escravas”. Além de apelidarem as mais novas de “creche”.
*Com informações do Uol

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