ACORDA, MS! ACORDA, BRASIL! Lideranças precisam assumir suas responsabilidades após o primeiro turno
Prefeitos, vereadores, deputados, senadores, secretários, militantes e cabos eleitorais precisam manter o diálogo com a população e demonstrar que o compromisso político não termina quando as urnas do primeiro turno são apuradas.
O primeiro turno passou, mas a responsabilidade das lideranças políticas não pode ficar para trás. Em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil, quem participou da campanha, percorreu ruas, visitou bairros, reuniu apoiadores e defendeu uma bandeira política precisa compreender que o trabalho de mobilização exige continuidade, organização e responsabilidade.
A eleição não se resume a grandes eventos, discursos inflamados, fotografias, vídeos nas redes sociais ou manifestações de apoio nos últimos dias de campanha. A política também se constrói no contato direto com a população, na capacidade de ouvir as pessoas, esclarecer propostas e manter um diálogo respeitoso com o eleitor.
É justamente nesse momento que surge uma pergunta necessária, por que algumas lideranças fazem tanto barulho no primeiro turno e depois parecem diminuir o ritmo quando a disputa exige uma nova demonstração de compromisso?
Quem assume publicamente uma posição política precisa ter coerência entre o discurso e a prática, respeitando sempre a liberdade de escolha de cada cidadão.
Não basta aparecer no primeiro turno - Não exite já ganhou, tem que lutar até o fim.
Em Mato Grosso do Sul, a discussão envolve prefeitos, vereadores, secretários municipais e estaduais, deputados estaduais e federais, senadores, lideranças partidárias, militantes e cabos eleitorais que participaram ativamente da primeira etapa da disputa.
O mesmo raciocínio vale para os demais estados brasileiros. Uma eleição nacional exige organização em todo o país, articulação entre as lideranças e disposição para conversar com a sociedade até o encerramento da votação.
Quem esteve nas ruas defendendo uma candidatura não deve considerar sua missão cumprida apenas porque o primeiro turno terminou. O resultado de uma etapa eleitoral não dispensa a responsabilidade de continuar esclarecendo propostas, ouvindo críticas e dialogando com os eleitores.
Isso não significa pressionar ninguém a votar contra a própria consciência. Significa compreender que o debate democrático precisa ser permanente e que a confiança conquistada durante a campanha depende também da seriedade com que as lideranças conduzem suas responsabilidades.
Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e o governador Eduardo Riedel estão entre as lideranças que ocupam posições relevantes no cenário político estadual. É legítimo cobrar dessas lideranças articulação, diálogo e uma avaliação sobre a participação dos grupos políticos que se envolveram na campanha.
Reinaldo Azambuja, como liderança do PL no estado, e Capitão Contar precisa promover uma conversa franca com prefeitos, vereadores, parlamentares e demais representantes políticos sobre o nível de envolvimento das equipes e os desafios da mobilização eleitoral.
A cobrança também alcança deputados estaduais e federais, senadores, secretários e lideranças municipais. O objetivo deve ser avaliar o que funcionou, identificar dificuldades e organizar uma atuação responsável, sem transformar divergências internas em acusações pessoais.
Eduardo Riedel, por sua vez, também faz parte desse debate político estadual, embora a responsabilidade de cada liderança deva ser considerada de acordo com sua posição, seus compromissos públicos e sua participação efetiva no processo eleitoral.
A questão central é simples, o compromisso assumido publicamente precisa ser acompanhado de responsabilidade, organização e transparência.
A mobilização precisa respeitar a democracia
A disputa eleitoral não pertence exclusivamente aos dirigentes partidários. Ela pertence à sociedade, que tem o direito de conhecer as propostas, comparar ideias e decidir livremente nas urnas.
Por isso, o diálogo deve continuar sendo uma ferramenta fundamental. Conversar com vizinhos, familiares, amigos e eleitores, esclarecer dúvidas e apresentar argumentos são atitudes que fortalecem a participação democrática, desde que respeitem a vontade individual e as regras eleitorais.
Também é importante lembrar que a legislação estabelece limites para a propaganda no dia da votação. O trabalho político precisa respeitar as determinações da Justiça Eleitoral, sem práticas proibidas de boca de urna, aliciamento ou abordagem irregular de eleitores.
O Tribunal Superior Eleitoral estabelece o encerramento da votação às 17h, pelo horário de Brasília, observadas as regras para quem já estiver na fila. Em Mato Grosso do Sul, devido ao fuso horário, o encerramento corresponde às 16h no horário local. Fonte: TSE.
A mobilização política, portanto, precisa ocorrer dentro dos limites legais e com respeito absoluto ao eleitor.
Acorda, Mato Grosso do Sul! Acorda, Brasil!
A mensagem para as lideranças é direta, política exige presença, responsabilidade e coerência. Não basta reunir apoiadores quando o cenário é favorável, fazer discursos em palanques ou demonstrar entusiasmo em eventos públicos. É necessário manter o compromisso com o debate democrático e com a população.
Prefeitos, vereadores, parlamentares, dirigentes partidários, secretários, militantes e cabos eleitorais têm responsabilidades diferentes, mas todos aqueles que assumiram compromissos públicos devem estar preparados para prestar contas de sua atuação.
É preciso reconhecer o trabalho de prefeitos, vereadores, empresários e lideranças que já aceleraram a mobilização neste segundo turno, como o prefeito Juliano Ferro, de Ivinhema, e outros que seguem atuantes. São exemplos de compromisso e participação que devem inspirar mais lideranças a fortalecer o diálogo com a população, sempre respeitando as regras eleitorais e a liberdade de escolha do eleitor.
O primeiro turno deve servir de aprendizado, não de acomodação. É hora de avaliar estratégias, ouvir a população e fortalecer o diálogo dentro das regras eleitorais.
Acorda, MS! Acorda, Brasil! A democracia não se fortalece com barulho passageiro, mas com participação consciente, propostas claras e respeito à decisão popular.
No fim, são os eleitores que decidem. E nenhuma liderança deve esquecer que a confiança pública se constrói antes, durante e depois das eleições.
BATANEWS/REDAçãO

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