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Operação que apura venda ilegal de veículos da União cumpre mandado em MS

Operação que apura venda ilegal de veículos da União cumpre mandado em MS

Mato Grosso do Sul é alvo de investigação da PF (Polícia Federal) e da CGU (Controladoria-Geral da União) que apura um esquema milionário de desvio e comercialização irregular de frota de veículos públicos federais. A Operação Res Publica foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14/10) com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Campo Grande. 

A ação mobiliza agentes federais também em Santa Catarina, nos municípios de São José, com cinco mandados, Palhoça onde ocorre o cumprimento de três determinações e na capital Florianópolis, com dois, totalizando 11 ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal. 

As apurações tiveram início a partir de relatórios de auditoria encaminhados pela CGU, que identificaram inconsistências graves no repasse de bens públicos. 

Segundo os investigadores, entre os anos de 2021 e o início de 2023, agentes públicos federais teriam direcionado a doação de pelo menos 122 veículos de diversos órgãos para organização de sociedade civil que não teve o nome revelado. 

Em vez de destinar a frota ao uso social previsto em lei, dirigentes da entidade e intermediários comercializaram os automóveis e utilitários diretamente com particulares e comerciantes.

O prejuízo apurado aos cofres públicos chega a R$ 4,4 milhões. 

As movimentações financeiras indicam que parte expressiva dos valores obtidos com as vendas ilegais transitou por contas bancárias pessoais dos investigados, com forte indício de enriquecimento ilícito e aquisição de patrimônio particular. 

Sequestro de bens 

Além dos mandados de busca e apreensão cumpridos na Capital sul-mato-grossense e em cidades catarinenses, a Justiça Federal determinou medidas cautelares para o sequestro de bens e indisponibilidade de ativos financeiros vinculados aos suspeitos. 

A meta é garantir o ressarcimento integral do dano causado à União. 

Os envolvidos na estrutura criminosa poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

 

 

Por Adriano Moretto

 

 

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